No dia 01 de fevereiro de 2018 (qui), por volta das 19:20h, fui desviar de um pedestre parado indevidamente na ciclovia, próximo ao Metrô Paraíso e sofri uma queda.

O pedestre (com uma mochila nas costas) estava encostado no gradil que fica no meio-fio, próximo à faixa de pedestres. Haviam mais uns 2 pedestres, aguardando no local correto, na área do canteiro central. Ou seja, 2 pedestres à minha esquerda e 1 à direita.

Era uma longa reta ele já estava no meu campo de visão, há cerca de uns 100m antes.

O semáforo estava verde para mim e para os veículos, portanto, não havia motivo para eu parar. Quem assistir o vídeo com os minutos anteriores ao acidente, poderá confirmar que eu não estava acelerado. Pedalava no meu ritmo normal, sem pressa nenhuma. (Postarei o link aqui, depois. Ainda não editei/upei o vídeo).

Porém antes de passar entre os pedestres, precisei desviar de uma árvore à esquerda, e meu cotovelo direito deve ter esbarrado na mochila do pedestre à direita, que ocupava um bom espaço da ciclovia. E naquele exato local, a ciclovia “desce” ao nível do asfalto. Foi um zigue-zague, em local estreitado pelo pedestre e num declive. Árvore, pedestres à esquerda, mochila à direita, descida e… Chão.

Só me recordo de estar caindo de frente, sem soltar as mãos do guidão e batendo o queixo do capacete no chão. Se meu capacete não fosse fechado, eu teria ralado o queixo e/ou rosto no chão.

Como eu instalei a câmera no queixo do capacete, a caixa estanque (protetora) dela, é que saiu um pouco ralada, após a queda. Com o impacto, a câmera desligou e não salvou o momento da queda. O último registro, foi a uns 50m antes.

#vadebike #ounao #actioncam

Uma foto publicada por itiro (@itiro)

Fiquei frustrado, pela câmera ter desligado e não ter salvo os momentos mais importantes. Uma pena, pois comprei-a para registrar eventuais acidentes e também poderia confirmar a minha versão dos fatos. Paciência.

Bom, após a queda, senti uma dor enorme. Não sei descrever exatamente onde, mas me recordo de ter ficado um bom tempo (talvez uns 30 segundos ou mais) deitado no chão, parado, de olhos fechados, apenas respirando profundamente, enquanto os pedestres perguntavam se eu estava bem. Não respondi nada, só esperei a dor diminuir.

Quando abri os olhos, levantei-me e fui verificar se a bicicleta estava inteira, huehuehue… E para minha surpresa, estava inteirinha, apenas com arranhões nos bar-ends (apoio extra do guidão). Ah, creio que os bar-ends protegeram as minhas mãos, pois eu não uso luvas e não sofri nenhum arranhão nas mãos ou dedos.

Percebi que meu antebraço direito estava bastante ralado, com uns 6 locais sem a pele. Muita ardência, mas sem dor.

Já o braço esquerdo… Eu não conseguia abrir ou fechar completamente, mas dobrava um pouco sem doer. Então achei que estava tudo bem.

Peguei a bicicleta com a mão direita e a mão esquerda só apoiei no guidão. E segui pela ciclovia, empurrando a bike por cerca de 1km, até chegar em casa. No começo da caminhada, senti uma dores no quadril e pernas e tive que parar um pouco. Teve ciclista buzinando para eu sair da ciclovia, mesmo eu machucado e mancando. Normal, né. Depois de uns 100m, eu saí da ciclovia e peguei uma rua menos movimentada.

Em casa, minha mãe e meu filho me ajudaram a limpar os ferimentos. O cotovelo estava bastante inchado, mas como eu o movimentava sem dor, não achei que estava tão ruim. Mas teve um momento que a pressão baixou e a visão escureceu. Sentei no chão e logo passou.

Bom, eu tinha que tirar um raio-x, certo? Então minha mãe e minha ex-companheira, me acompanharam no pronto-socorro.

Fui muito bem atendido pelo plantonista Tiago, naquela noite. Na triagem, ele também achou que poderia ser apenas um inchaço, pois eu não sentia dores. Mas com o resultado do raio-x mostrando a fratura do olécrano, ele foi bem eficiente e já começou a se comunicar com a equipe do hospital, para internação, anestesista, cirurgião, sala de cirurgia, etc…

Por volta das 22h, já fiquei de jejum, pois havia a possibilidade de eu ser operado, já na manhã seguinte. Passei a noite no corredor do pronto-socorro, pra mim foi tranquilo. Mas era uma quinta-feira e o Tiago me alertou que havia a chance de eu ser operado só depois do final-de-semana, caso não conseguisse um encaixe no dia seguinte (sexta-feira), pois se entrassem casos mais graves, eu ficaria para depois (e não fazem cirurgia no final-de-semana). Fiquei bastante preocupado, pois ficar no hospital mais uns 5 dias, com o osso quebrado, não seria moleza…

Mas deu tudo certo. Dormi sem problema e na manhã seguinte (sexta-feira), me confirmaram a cirurgia, que aconteceu logo após o horário do almoço. Minha irmã apareceu de manhã cedo e meu pai ficou de plantão, enquanto eu entrava na sala de cirurgia.

Ainda não sabiam qual procedimento seria feito, mas fiquei torcendo para que não colocassem placa e parafusos… No final, colocaram uma banda de tensão e nada de imobilização. A recomendação é dobrar bastante o braço, para recuperar o movimento.

Depois da operação acordei e dormi várias vezes (devido ao efeito da anestesia) e fui levado ao quarto, onde haviam mais 3 pacientes, para recuperação. Eram todos bem humorados, apesar da situação de cada um. Fiquei no soro com remédios, como é de praxe. Sem dores no pós-operatório.

No final da noite (sexta-feira), o ortopedista apareceu e me informou que havia a possibilidade de eu receber alta no dia seguinte (sábado). Yesss!

Minha irmã e meus sobrinhos apareceram e ficaram até eu receber alta na hora do almoço (sábado).

Sou muito abençoado por tudo ter acontecido de uma forma rápida e eficiente. Acidente na noite de quinta-feira, cirurgia na sexta-feira e alta no sábado. E se dependesse de mim, já iria trabalhar 2 dias depois, na segunda-feira. Sim, de verdade.

Quase um mês depois, estou tentando forçar e movimento cerca de 80% do braço. Além disso, dói pacas, mas chego lá!